Dificuldade de leitura pode ser causada pela síndrome de Irlen
Disfunção é uma das causas de déficits de aprendizagem mais frequentes
Publicado no Jornal OTEMPO em 22/04/2013
Durante uma semana de provas na faculdade de fisioterapia, uma professora de Julio Cesar Marcelino,48, percebeu que o então estudante tinha muita dificuldade para assimilar a leitura e manter a atenção. O fisioterapeuta nunca tinha ouvido falar da síndrome de Irlen quando foi encaminhado ao Instituto dos Olhos para realizar os exames.
Após as suspeitas da professora serem confirmadas, Julio Cesar passou a utilizar os óculos com filtros escuros - que foram importados dos Estados Unidos. "Parece que você é cego, e passa a ver tudo de repente. Você passa a enxergar melhor e compreender tudo muito mais", conta ele, que também disse que usar os óculos próprios é como se tivesse "nascido de novo".
A síndrome de Irlen é, junto com a dislexia de desenvolvimento, uma das principais causas de dificuldade de leitura e aprendizagem. Trata-se de uma sensibilidade específica a alguns espectros da luz que dificultam a concentração.
Os principais sintomas da síndrome são a alta sensibilidade à luz, a restrição do campo visual periférico, a dor de cabeça e as dificuldades de manter o foco durante a leitura, de adaptação a contrastes e de concentração.
"A dificuldade (de quem tem a síndrome) é focalizar aquilo que se tem intenção de forma instintiva. Então, ele tem que fazer um esforço, o que causa dor de cabeça e cansaço em atividades que são rotineiras para a maioria das pessoas", explica o oftalmologista Ricardo Guimarães, fundador e presidente do Hospital de Olhos de Minas Gerais.
Segundo o médico, como a síndrome é uma doença cerebral, e não visual, é possível que exames oftalmológicos de rotina apresentem "normalidade total" e, ainda assim, a pessoa possua a síndrome. O diagnóstico só é feito por uma série de testes multidisciplinares.
Após as suspeitas da professora serem confirmadas, Julio Cesar passou a utilizar os óculos com filtros escuros - que foram importados dos Estados Unidos. "Parece que você é cego, e passa a ver tudo de repente. Você passa a enxergar melhor e compreender tudo muito mais", conta ele, que também disse que usar os óculos próprios é como se tivesse "nascido de novo".
A síndrome de Irlen é, junto com a dislexia de desenvolvimento, uma das principais causas de dificuldade de leitura e aprendizagem. Trata-se de uma sensibilidade específica a alguns espectros da luz que dificultam a concentração.
Os principais sintomas da síndrome são a alta sensibilidade à luz, a restrição do campo visual periférico, a dor de cabeça e as dificuldades de manter o foco durante a leitura, de adaptação a contrastes e de concentração.
"A dificuldade (de quem tem a síndrome) é focalizar aquilo que se tem intenção de forma instintiva. Então, ele tem que fazer um esforço, o que causa dor de cabeça e cansaço em atividades que são rotineiras para a maioria das pessoas", explica o oftalmologista Ricardo Guimarães, fundador e presidente do Hospital de Olhos de Minas Gerais.
Segundo o médico, como a síndrome é uma doença cerebral, e não visual, é possível que exames oftalmológicos de rotina apresentem "normalidade total" e, ainda assim, a pessoa possua a síndrome. O diagnóstico só é feito por uma série de testes multidisciplinares.
CONSEQUÊNCIAS
Patologia prejudica aspectos além da visão
A síndrome de Irlen, ou síndrome escotópica sensitiva, foi identificada pela psicóloga norte-americana Helen Irlen, em 1983, e afeta diversos aspectos da vida de quem a possui. No Brasil, a síndrome é reconhecida há apenas seis anos.
De acordo com a Fundação Hospital de Olhos, cerca de 85% do que o paciente enxerga é captado pela percepção do ambiente, o que inclui a noção motora e sensorial. Por isso, a síndrome é estudada por profissionais de várias áreas, como da psicologia, da psicopedagogia, da fonoaudiologia, da terapia ocupacional e da fisioterapia.
O médico oftalmologista e presidente do Hospital de Olhos de Minas Gerais, Ricardo Guimarães, atenta para a falta de atenção que hoje é dada à patologia nos consultórios de oftalmologia.
De acordo com ele, o médico precisa se preocupar com todos os pontos da visão do paciente, e ir além da receita de óculos para que os casos de síndrome de Irlen possam ser identificados mais cedo. "A nossa luta é para fazer com que o oftalmologista preste mais atenção (ao distúrbio)", diz.
O tratamento da doença consiste no uso de lâminas de sobreposição ou de filtros especiais em óculos ou lentes de contato. (CB)
De acordo com a Fundação Hospital de Olhos, cerca de 85% do que o paciente enxerga é captado pela percepção do ambiente, o que inclui a noção motora e sensorial. Por isso, a síndrome é estudada por profissionais de várias áreas, como da psicologia, da psicopedagogia, da fonoaudiologia, da terapia ocupacional e da fisioterapia.
O médico oftalmologista e presidente do Hospital de Olhos de Minas Gerais, Ricardo Guimarães, atenta para a falta de atenção que hoje é dada à patologia nos consultórios de oftalmologia.
De acordo com ele, o médico precisa se preocupar com todos os pontos da visão do paciente, e ir além da receita de óculos para que os casos de síndrome de Irlen possam ser identificados mais cedo. "A nossa luta é para fazer com que o oftalmologista preste mais atenção (ao distúrbio)", diz.
O tratamento da doença consiste no uso de lâminas de sobreposição ou de filtros especiais em óculos ou lentes de contato. (CB)
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